terça-feira, 28 de outubro de 2008

Isso é hilário!


Você deve ter olhado o nome do dono deste blog e pensado se realmente é o seu nome ou algum apelido, talvez até nome artístico. Não sei, pra quem tem esse nome não precisa de apelido.

Já passei por muitas situações constrangedoras por causa disso. Quando nasci a primeira coisa que o médico disse foi: Isso é uma piada? Todos riram, até minha mãe. Ou eu devia ser uma gracinha ou nasci com cara de palhaço.

Na infância sempre duvidaram do meu nome. Na segunda série, havia mudado de escola e a professora me apresentando para a turminha:

- Aluninhos, temos um novo coleguinha na classe. Qual é o seu nome?

- Hilário, professora.

- Hhehehe - perguntou novamente com um ar irônico - Tudo bem, eu sei que você é engraçadinho, mas qual é o seu nome?

Desde então eu respondo sempre que me perguntam: É Hilário, de verdade! - Como se eu precisasse provar o meu próprio nome. Não ligo pra isso hoje, até acho engraçado, digo, hilário.

Uma vez estava em uma danceteria e na entrada a mulher perguntou meu nome, respondi. Me encarou, mesmo assim pediu o domumento. Quando entreguei percebi que ela nem virou pra ver a data de nascimento, queria ter certeza de meu nome era mesmo Hilário!

Quando sou apresentado para alguém, o comentário mais comum é: Nossa, você é hilário! Meu nome de substantivo se transforma em adjetivo, assim, de uma hora pra outra. Se me apresentam assim: Esse aqui é o Hilário - a pessoa entende, ou quer entender assim: Esse aqui é hilário. Aí depois de duas horas o infeliz pergunta: Cara, mas qual é seu nome mesmo? Quando eu respondo, a surpresa: Caramba, achei que estavam te elogiando!

Pelo menos tenho uma música trash pra mim. "Hilariê" é um hino para os "Hilários" assim como "I will survive" é para os GLS.

Sem contar que acabo virando refência, sabe? Amigo do Hilário, primo do Hilário, vizinho do Hilário.

Acho que até o final da minha vida vou carregar o fardo de "ser engraçado". Se eu fosse comediante, entraria na lista dos nomes de pessoas que combinam com a profissão, mas sou brasileiro, combina também.

O pior e mais estranho é que não sei contar piada. É o mesmo que um cara chamar Jesus e ser agnóstico.

Sei que existem outros "Hilários" por aí, mas tenho certeza que os que você conhece se conta em uma mão. Por isso, de uma certa forma somos raros.

Por isso assumo, eu sou Hilário!







segunda-feira, 27 de outubro de 2008

O dia é ouro




Ir para Ouro Preto é ter a sensação de estar mais perto do céu, não por ser uma cidade religiosa, ter mais de 23 igrejas ou por onde você olhar ver uma cruz; e sim pelo calor que faz nesta época do ano.

Mesmo sem protetor solar eu me aventurei pela cidade, na busca de boas fotos, mas somente de pessoas.

Subindo uma rua encontro um cidadão com um fardo de algodão-doce, mesmo curioso pra ver quem compraria um doce naquele calor, continuei.

Durante o caminho parava em qualquer sombra que aparecia, porém inútil, o calor era permanente.

Num instante consegui capturar um momento de total tranquilidade e despreocupação. Minha mãe sempre dizia que isso era feio, mas com certeza é um momento de liberdade e prazer que temos ao "cutucar" nosso nariz.

O pior é que nunca julgamos um morador  de rua por limpar o salão, só por que ele tá limpando algo?

Passando em frente de um boteco fui abordado por um senhor que sua cara parece aquelas máscaras que vem a sobrancelha, o óculos e o nariz sabe? Depois lembrei que eu o havia fotografado jogando um truco na praça, mas isso é papo pra outra postagem.













Ele pediu que eu experimentasse um tal de "imbido de banana". Fui, mas para minha supresa o imbido não era doce, era carne com angú (polenta). No momento que aceitei, era para me submeter a experiência de um prato novo. Muito gostoso, mas naquele calor não era uma boa pedida, porque a cada colherada, sentia minha testa transpirar.

E quando dizem que mineiro come quieto realmente é verdade, os que estavam no boteco comiam suas porções de imbido em silêncio. E eu também.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

A rotina nunca é igual.

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Todo dia observo as pessoas com pressa, em uma marcha atlética frenética que às vezes até os calcanhares se suspendem. Próximo à chegada do ponto, as senhoras se aprontam na porta do coletivo como se fosse a única escapatória daquela sardinha enlatada e te olham pensando:

- Você não vai passar na frente rapaz...

Passar na frente de quem? - penso - A porta se abre e antes que saiam já tem gente querendo subir. Que parte do "dois corpos (rechonchudos) não ocupam o mesmo lugar no espaço" não entenderam?
A estrada dos zumbis pela cidade do novo século continua, enquanto caminho Raulzito resume:

Por que nesta tarde tão calma, o tempo parece parado?


Propaganda é entreter!


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Tempo atrás fui em um festival de propaganda e 3 palestrantes mostraram este comercial produzido pela agência britânica Fallon, que acabou abocanhando Grand Prix em Cannes 2008, de melhor filme. Dizem que muitas pessoas ficaram indignadas com a decisão, mas se parar e assistir novamente verá que o comercial entretém você.
Sabemos que a publicidade está em constante transformação, mesmo assim ainda é possível ver a formuleta jurássica do: "É SÓ AMANHÃ! NÃO PERCA! LIQUIDAÇÃO TOTAL!!" ou então o famoso: "VENHA VOCÊ TAMBÉM" com aqueles modelos nutridos e com sorrisos perfeitos.
Será esta a nova propaganda?

A única coisa que é certa: a vida.

É inevitável estar no Presente sem pensar no Passado ou se projetar no Futuro. O passado é uma afirmação daquilo que fomos e que somos, o futuro é a ilusão daquilo que pretendemos ou que supomos saber. Se for bom, alivia, renova, se o for um futuro ruim, provoca ansiedade, frustração. Isso alimenta o Ego.
Acho que o Ego é uma força que está dentro de todos nós, mas que ao mesmo tempo tem aflição e necessidades, precisa de aprovação e suas carências são intermináveis. O Ego se revela na sombra da luz que rebate em nós. 

O segredo da vida: Morrer antes que você morra. E descobrir que não havia morte.