sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Desculpe, a cozinha fechou.

Para quem mora em cidades do interior de qualquer estado é normal habituar-se com alguns costumes, como por exemplo: dar uma volta na única praça da cidade, ficar na frente de casa olhando o movimento...
Com o passar do tempo, algumas cidades que eram tidas como "interior", passam a adquirir características de grandes metrópoles como: assalto em caixa eletrônico, assalto em loja de conveniência, assalto dentro de casa, trânsito, assalto no trânsito, assalto durante um assalto...
Mesmo assim cada lugar tem sua característica marcante, mesmo que ruim, mas tem. O moradores de Jundiaí, cidade do novo século (XVI), já devem ter percebido como é comum encontrar em bares e restaurantes a cozinha fechada após um certo horário. Quando digo um certo horário, me refiro ao horário de atendimento de um estabelecimento que se propôs em servir durante um período da noite que é usual as pessoas consumirem.
Chegar por volta de 01h30 em alguns barzinhos é batata, ou melhor, é osso pois a cozinha está fechada. 
O pior não é aceitar essa condição, é saber que esse pensamento medíocre de alguns donos de bares e restaurantes irá continuar e Jundiaí continuará sendo "A cidade do novo século".





quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Emhergentis Sociéticus

Eu sempre ouvi sobre essa espécime de ser humano, que suportou muito na vida e de uma forma ou outra acabou vencendo as barreiras e conseguiu seu "espaço" na sociedade.
O mais comuns são jogadores de futebol, que estão em evidência até mesmo pelo Brasil ser o país do futebol. Engraçado é ver que este perfil de emergente é quase que padronizado.
Repare na grife que jogadores usam: Nicoboco. É algum tipo de parceria? Sempre que acompanho algum programa esportivo, lá está um jogador com camiseta e boné da Nicoboco. É patrocínio.
Uma outra coisa engraçada é o desejo por carros importados. Tudo bem que durante muito tempo na vida o desafortunado andou de ônibus, à pé, mas sempre que ganha seu primeiro salário o carro é prioridade, normalmente uma Cherokee, BMW, Mitsubishi e os mais humildes Golf. Depois claro é casa para a mãe, a coitada que ralou a vida inteira aguentando o maldito que não estudava, arranjava briga na escola e corria para uma pelada na rua. O jogador para agradecer todo esforço que a mãe fez por ele compra uma casa de 4 andares:

- Ó mãe, prá sinhora hein?

A coitada achou que ia parar de trabalhar.
Fora os parentes que aparecem quando o jogador faz sucesso. Ouvi uma vez de um colega:

- Orra, meu primo joga no Palmeiras, é reserva faz 2 meses, mas tá lá, é meu primo!!

O quê? Acha que o cara vai fazer milagre? Futebol é negócio meu filho, mas se você tem um primo do amigo do vizinho que joga no 15 de Piracicaba já é alguma coisa, não?


sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Todos irão vir - letra e música: Hilário Pereira


Todos irão vir
letra e música: Hilário Pereira

O que pensou que antes fosse
Parece que já não mais é
No peito da sola, o sangue
Na sola do peito do pé

Por que todos estão partindo?
Seguindo a mesma direção
Talvez querendo chegar
De onde tudo começou

--- refrão ---
Se todos irão vir
E todos vão

Caminhos que levam a
Nada o peixe contra correnteza
O homem que matou o bicho
Morreu na sua natureza

Não pense que é muito
Fácil manter o equilíbrio
A força bruta de um selvagem
Quebrou como se fosse vidro

--- refrão ---
Se todos irão vir
E todos vão


quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Qual a diferença entre o charme e o funk?

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Um vez li um artigo que dizia: "Quem ingere bebida alcoólica moderadamente tem 60% menos chances de sofrer um ataque cardíaco do que aquele que não bebe nada".
O problema é que o álcool em algumas pessoas causa uma reação que costumo chamar de: eu interior. Aquela vontade reprimida, um desejo contido muitas vezes pode se revelar no momento mais inapropriado.
Todo bêbado que se preze chora em um ombro amigo, sempre tem aquela famosa frase: "Cara, você sabe que eu te amo, tá aqui ó"- e dá aquela batida no peito.
Tem aqueles que se empolgam no meio de um churrasco com 60 pessoas e solta: "Pessoal, próximo churras, na minha casa hein??" - detalhe, o maldito mora num apartamento, só que na hora esqueceu.
Há muitos outros por aí, mas o melhor de todos é o bêbado sincero, aquele que fala o que sente dentro do seu coração, quando o álcool atinge o cérebro e libera as informações como presos foragidos do Bangu II. Esse é o cara!

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Sorte Minha - letra e música: Hilário Pereira



Sorte Minha
Letra e Música: Hilário Pereira

Sou poeta sem caneta
Em figuras de linguagem
Rima besta em perneta
Se as uso é bobagem

Um poeta sem sentido
Apaixonado pela vida
Pode encontrar palavras
Em um beco sem saída

--- refrão ---
Eu preciso que você saiba
O que se passa aqui dentro

Os sentidos se encaixam
E o céu fica mais perto
Quando as nuvens se abaixam
E o erros se acertam

Ela pega suas coisas
Pronta para viajar
Também leva o passaporte
Que faltava carimbar

--- refrão ---
Eu preciso que você saiba
O que se passa aqui dentro


Sorte àquele
Que pode admirá-la (sorte minha)
Sorte àquele
Que é seu amigo (sorte minha)
Sorte àquele
Que ouve sua risada (sorte minha)
Sorte àquele
Que dança contigo (sorte minha)

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

A bolsa foi pro espaço!


Calma, não é a Bolsa de Valores, pelo menos desta vez não. O dia 19 de Novembro, Terça-Feira, foi marcado pelo acidente mais inusitado da história: o dia em que uma mulher perdeu uma bolsa no espaço! A astronauta Heidemarie Stefanyshyn-Piper, durante uma operação espacial de manutenção na Estação Espacial Internacional, deixou escapar a bolsa de equipamentos que utilizava.
Dentro da bolsa estavam importantes ferramentas de manutenção, creme para hidratar as mãos, uma escova de cabelo, um espelho, uma cartela de Postan, Doril, Dramin, um frasco 212 Carolina Herrera e um batom da Avon.
Na hora do acidente a astronauta disse:
- Ah que ótimo...
Mas, o que ela pensou foi:
- Ah que ótimo, lá se foi minha bolsa da Prada...


Pelo menos com os objetos femininos perdidos da astronauta darão uma "maquiada" no lixo despejado em órbita. 
Mesmo após o acidente, Heidemarie foi auxiliada por outro astronauta que levou todo o seu equipamento para que ela prosseguisse com a manutenção: uma chave de fenda.
E outra, não tem graça morar com uma mulher astronauta, porque você nunca poderá dizer coisas como: "Você está no mundo da Lua", "Eu vou te mandar pro espaço!".
Agora imagina o medo do resto da tripulação com essa mulher no comando da nave espacial querendo voltar pilotando.
É a mulher conquistando seu espaço.



Ir Além dos Sentidos


Texto: Fernanda Fernandes
Voz e Mix: Hilário Pereira

domingo, 16 de novembro de 2008

Um bom anúncio de oportunidade.

Eu iria protestar sobre o racismo norte-americano, o preconceito mundial, mas prefiro dizer que mesmo que Obama não faça milagre como muita gente pensa, o que importa é que sempre haverá espaço para a criatividade.

 

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Boa Tarde.


Hoje descobri que reclamar é algo que carregamos em nosso DNA, é instinto. Assim como uma formiga operária sabe que ao nascer ela será operária, nós sabemos que iremos reclamar.
Só para se ter uma idéia, é impossível não reclamar de nada. O fato de protestar a quem sempre reclama da vida faz de você um "reclamador". Até mesmo os monges tibetanos reclamam por não acharem a felicidade eterna ou a paz interior. Na publicidade os intervalos comerciais são chamados de reclames. Reclamar.
Dias atrás ouvi o relato indignado de um amigo sobre os letreiros eletrônicos dos ônibus que circulam atualmente. Ele declarou que é dispensável o letreiro de saudação - Bom Dia, Boa Tarde... - pois em sua defesa explicou que isto atrapalha justamente na hora em que ele precisa ver qual é a linha daquele ônibus.
Até entendo tal repulsa com os letreiros, pois acaba sendo em vão, quando entro no ônibus cumprimento o motorista novamente. Aquela saudação é para quem? É um "Boa Tarde" geral talvez. Isso de certa forma me desobriga a cumprimentar o motorista ou o cobrador.
Se conseguir ficar sem reclamar durante um dia inteiro, talvez possa responder essa questão: 

Se uma árvore cai num bosque e não há ninguém por perto, ela provoca um som?



terça-feira, 11 de novembro de 2008

É foda...


Existem palavras que usadas em determinados casos, tem o poder de serem tão completas que permitem ao interlocutor a isenção de qualquer esclarecimento, independente da situação. Não quero numerar as palavras que toleram estes fatos, somente apontar uma em especial.
Uma palavra que de certa maneira pode soar obscenidade, quando na verdade é o gozo do direito do ser humano livre!
Me refiro a palavra: "foda".
Não se assuste. Talvez tenha pensado que entre tantas palavras em nosso vasto vocabulário haveria milhões que pudessem entrar na justificativa acima, mas não, nenhuma é tão completa quanto esta. A palavra foda é tão praticada em nosso cotidiano que muitas nem percebemos. E tudo depende do seu tom e em qual situação ela é inserida.
Imagine a seguinte situação: Você encontra um amigo, há tempos não se viam, cumprimentos de costume e aquela velha pergunta:

- E aí? Tudo bem contigo?

É quando o desafortunado inicia o drama em sua vida, dizendo que perdeu o emprego recentemente, a namorada o traiu pouco antes do casamento, seu carro foi roubado justo quando ele havia atrasado a última parcela do seguro, descobriu que sua dilatação varicosa das veias ano-rectais é hereditária.
Encha o peito, olhe nos olhos de seu pobre amigo e diga serenamente:

- É foda.

Pronto. Neste exato momento você foi absolvido de qualquer julgamento, não precisou aconselhar, não precisou mentir, gaguejar. Você está livre de obrigações amistosas. E não pense que seu amigo se sentirá ofendido, desolado, não...esta palavra tem o dom de penetrar os ouvidos de maneira persuasiva, como se convencesse que aquele situação realmente é foda.

Há tantas outras aplicações da palavra foda, por exemplo:

- Uma tarefa muito difícil - Uma tarefa muito foda!

- Poatz, esse cara é chato. - Poatz, esse cara é foda!

- Nossa, como ela é gostosa. - Nossa como ela é foda!

- Meu, essa comida tá uma delícia - Meu, essa comida tá foda!

- Eu sei, sou muito inteligente. - Eu sei, sou foda!

E por aí vai, sei que poderá encontrar outras situações na qual a palavra foda poderia se encaixar, mas fique à vontade, comente, porque esse texto nem ficou foda, mas foi foda de fazer porque o dia foi foda e é foda quando não se tem idéias fodas entende? É foda...



terça-feira, 28 de outubro de 2008

Isso é hilário!


Você deve ter olhado o nome do dono deste blog e pensado se realmente é o seu nome ou algum apelido, talvez até nome artístico. Não sei, pra quem tem esse nome não precisa de apelido.

Já passei por muitas situações constrangedoras por causa disso. Quando nasci a primeira coisa que o médico disse foi: Isso é uma piada? Todos riram, até minha mãe. Ou eu devia ser uma gracinha ou nasci com cara de palhaço.

Na infância sempre duvidaram do meu nome. Na segunda série, havia mudado de escola e a professora me apresentando para a turminha:

- Aluninhos, temos um novo coleguinha na classe. Qual é o seu nome?

- Hilário, professora.

- Hhehehe - perguntou novamente com um ar irônico - Tudo bem, eu sei que você é engraçadinho, mas qual é o seu nome?

Desde então eu respondo sempre que me perguntam: É Hilário, de verdade! - Como se eu precisasse provar o meu próprio nome. Não ligo pra isso hoje, até acho engraçado, digo, hilário.

Uma vez estava em uma danceteria e na entrada a mulher perguntou meu nome, respondi. Me encarou, mesmo assim pediu o domumento. Quando entreguei percebi que ela nem virou pra ver a data de nascimento, queria ter certeza de meu nome era mesmo Hilário!

Quando sou apresentado para alguém, o comentário mais comum é: Nossa, você é hilário! Meu nome de substantivo se transforma em adjetivo, assim, de uma hora pra outra. Se me apresentam assim: Esse aqui é o Hilário - a pessoa entende, ou quer entender assim: Esse aqui é hilário. Aí depois de duas horas o infeliz pergunta: Cara, mas qual é seu nome mesmo? Quando eu respondo, a surpresa: Caramba, achei que estavam te elogiando!

Pelo menos tenho uma música trash pra mim. "Hilariê" é um hino para os "Hilários" assim como "I will survive" é para os GLS.

Sem contar que acabo virando refência, sabe? Amigo do Hilário, primo do Hilário, vizinho do Hilário.

Acho que até o final da minha vida vou carregar o fardo de "ser engraçado". Se eu fosse comediante, entraria na lista dos nomes de pessoas que combinam com a profissão, mas sou brasileiro, combina também.

O pior e mais estranho é que não sei contar piada. É o mesmo que um cara chamar Jesus e ser agnóstico.

Sei que existem outros "Hilários" por aí, mas tenho certeza que os que você conhece se conta em uma mão. Por isso, de uma certa forma somos raros.

Por isso assumo, eu sou Hilário!







segunda-feira, 27 de outubro de 2008

O dia é ouro




Ir para Ouro Preto é ter a sensação de estar mais perto do céu, não por ser uma cidade religiosa, ter mais de 23 igrejas ou por onde você olhar ver uma cruz; e sim pelo calor que faz nesta época do ano.

Mesmo sem protetor solar eu me aventurei pela cidade, na busca de boas fotos, mas somente de pessoas.

Subindo uma rua encontro um cidadão com um fardo de algodão-doce, mesmo curioso pra ver quem compraria um doce naquele calor, continuei.

Durante o caminho parava em qualquer sombra que aparecia, porém inútil, o calor era permanente.

Num instante consegui capturar um momento de total tranquilidade e despreocupação. Minha mãe sempre dizia que isso era feio, mas com certeza é um momento de liberdade e prazer que temos ao "cutucar" nosso nariz.

O pior é que nunca julgamos um morador  de rua por limpar o salão, só por que ele tá limpando algo?

Passando em frente de um boteco fui abordado por um senhor que sua cara parece aquelas máscaras que vem a sobrancelha, o óculos e o nariz sabe? Depois lembrei que eu o havia fotografado jogando um truco na praça, mas isso é papo pra outra postagem.













Ele pediu que eu experimentasse um tal de "imbido de banana". Fui, mas para minha supresa o imbido não era doce, era carne com angú (polenta). No momento que aceitei, era para me submeter a experiência de um prato novo. Muito gostoso, mas naquele calor não era uma boa pedida, porque a cada colherada, sentia minha testa transpirar.

E quando dizem que mineiro come quieto realmente é verdade, os que estavam no boteco comiam suas porções de imbido em silêncio. E eu também.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

A rotina nunca é igual.

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Todo dia observo as pessoas com pressa, em uma marcha atlética frenética que às vezes até os calcanhares se suspendem. Próximo à chegada do ponto, as senhoras se aprontam na porta do coletivo como se fosse a única escapatória daquela sardinha enlatada e te olham pensando:

- Você não vai passar na frente rapaz...

Passar na frente de quem? - penso - A porta se abre e antes que saiam já tem gente querendo subir. Que parte do "dois corpos (rechonchudos) não ocupam o mesmo lugar no espaço" não entenderam?
A estrada dos zumbis pela cidade do novo século continua, enquanto caminho Raulzito resume:

Por que nesta tarde tão calma, o tempo parece parado?


Propaganda é entreter!


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Tempo atrás fui em um festival de propaganda e 3 palestrantes mostraram este comercial produzido pela agência britânica Fallon, que acabou abocanhando Grand Prix em Cannes 2008, de melhor filme. Dizem que muitas pessoas ficaram indignadas com a decisão, mas se parar e assistir novamente verá que o comercial entretém você.
Sabemos que a publicidade está em constante transformação, mesmo assim ainda é possível ver a formuleta jurássica do: "É SÓ AMANHÃ! NÃO PERCA! LIQUIDAÇÃO TOTAL!!" ou então o famoso: "VENHA VOCÊ TAMBÉM" com aqueles modelos nutridos e com sorrisos perfeitos.
Será esta a nova propaganda?

A única coisa que é certa: a vida.

É inevitável estar no Presente sem pensar no Passado ou se projetar no Futuro. O passado é uma afirmação daquilo que fomos e que somos, o futuro é a ilusão daquilo que pretendemos ou que supomos saber. Se for bom, alivia, renova, se o for um futuro ruim, provoca ansiedade, frustração. Isso alimenta o Ego.
Acho que o Ego é uma força que está dentro de todos nós, mas que ao mesmo tempo tem aflição e necessidades, precisa de aprovação e suas carências são intermináveis. O Ego se revela na sombra da luz que rebate em nós. 

O segredo da vida: Morrer antes que você morra. E descobrir que não havia morte.